Blog da disciplina Informática em Educação - CEDERJ/UNIRIO
Disseminar ideias sobre a Educação com o auxílio da poderosa ferramenta, que é a Informática. Aluno: André Luis dos Santos da Silva. Pólo Niterói.
domingo, 13 de maio de 2012
Informática: uma ferramenta e uma ferramenta.
Informática: uma ferramenta e uma ferramenta.
Não temos a habilidade que os animais possuem na natureza: conseguirem tudo o que precisam para sua sobrevivência com seu corpo. O homem precisa planejar, experimentar e bolar artifícios para construir ferramentas que atinjam a força ou a habilidade necessárias para sua sobrevivência, construção e realizações.
Não necessitamos mais de uma vara ou um arco e flecha para conseguir nosso alimento. Com o mundo civilizado e altamente desenvolvido no qual estamos inseridos necessitamos cada vez mais de reinventar nossas ferramentas para atingirmos nossos objetivos.
A educação é a forma mais eficaz pela qual o homem forja sua ferramenta e transmite à sua prole.
No estado avançado da tecnologia em que nos encontramos é quase inaceitável o desprezar a informática como uma ferramenta de extrema importância em nossos dias. Quanto mais cedo a utilizarmos, mais habilidade se adquire com esta ferramenta. É como um malabarista: quanto mais tempo de prática, mais recurso se obtém e mais habilidade na execução de processosse adquire.
Lembro-me das crianças há pelo menos 20 anos, quando nasciam com seus pequeninos olhos bem fechados e dizíamos: "Daqui a alguns dias vamos saber a cor dos 'olhinhos' dele", pois é, você já percebeu o que tento dizer - isto não é mais assim, as crianças estão muito apressadinhas, seus 'olhões' já se abrem logo. Esta habilidade/progresso vem sendo percebida também em relação à habilidade das crianças com a informática.
Pesquisas dizem que 69% das crianças adquirem hábitos com o computador antes mesmo de adquirirem atividades básicas como amarrar cadarços e escovar dentes, é o que diz o artigo da ENCONTRO, em http://www.revistaencontro.com.br/revista/edicao/121/educacao/pulando-etapas.
A matéria segue dando exemplo de pais que passam(ram) por esta situação com seus filhos. Defendo a ideia de que - num mundo tão competitivo - as crianças, dentro do limite que conserve seu conforto, tenham práticas lúdicas com o computador para adquirirem de forma tenaz e inconscientes dispositivos cognitivos que o ajudarão em sua vida estudantil e adulta. Mas tenho que concordar com os pais da matéria da referida revista: quando dizem fazer questão de que brinquem com objetos físicos e brincadeiras como os casos das mães Verônica Teixeira e Marjorie Marona. Este é um lado do computador como ferramenta: ferramentas para educação das crianças.
Outro lado da máquina como ferramenta é a "ferramenta de trabalho" por parte do(a) educador(a). E este campo é bem vasto. Há professores capacitados que possuem vontade e estímulo, mas não possuem estruturas em seus locais de trabalho, vendo-se limitados por recursos ultrapassados, ou vencem estas etapas extrapolando os limites de suas competências laborativas, indo buscar em casa ou outros lugares os recursos que lhe possam contribuir, como no caso da jovem professora Luciana, da região Sul de nosso País, no artigo "Ensinar com ajuda da tecnologia", de Luiz Carlos de Menezes, físico e educador pela USP, na coluna "Pense Nisso", da Revista NOVA ESCOLA, disponível em http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/ensinar-ajuda-tecnologia-594448.shtml. Na contramão deste exemplo há o caso de professores que possuem a estrutura, mas eles próprios não sabem manusear um computador, ou que não possuem a instrução e nem o recurso.
O que não se pode permitir que se continue, visto o avanço das informações e da nova geração que segue já o adquire empiricamente. Se queremos um Brasil diferente, melhor e com educação de qualidade, não podemos insistir em certas políticas que não vem dando resultado.
Termino esta pequena conversa parafraseando o autor do artigo acima em seu último parágrafo: temos que buscar melhores desempenhos em nossas escolas, mas não adianta fazê-lo em escolas que estão atrasadas há bastante tempo. É preciso mudança de todos os lados.
Cabe a nós também, por questão de cidadania fazer o que nos é possível, ainda que seja o mínimo, ao menos o é!
Segue abaixo o endereço de um projeto que achei interessante, que busca democratizar o acesso a informática a pessoas com baixa remuneração, aplicando o também à Educação.
Telecentros:
http://www.sonoticias.com.br/noticias/3/92617/vera-mais-criancas-aprendem-informatica-com-telecentro
Um abraço!
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